O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, anunciou, nesta sexta-feira (29), que seu país fechou portos e o espaço aéreo para embarcações e aviões israelenses, uma medida que, segundo uma fonte oficial que falou com a AFP, se aplica a navios e aeronaves “oficiais” e não a voos comerciais. “Fechamos nossos portos para navios israelenses. Não permitimos que navios turcos acessem portos israelenses (…) Não permitimos que navios de carga transportando armas e munições para Israel entrem em nossos portos, nem permitimos que seus aviões entrem em nosso espaço aéreo”, disse o ministro Hakan Fidan a parlamentares turcos em um discurso televisionado.
Uma fonte diplomática turca disse à AFP que a restrição não afeta aeronaves comerciais israelenses. As autoridades turcas não disseram quando essas medidas vão entrar em vigor. Em novembro, a Turquia negou permissão para o avião presidencial israelense atravessar seu espaço aéreo, obrigando o mandatário a cancelar uma visita à conferência climática COP29 no Azerbaijão. Em maio, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cancelou uma visita a Baku, supostamente devido ao fato de Ancara ter negado o uso de seu espaço aéreo.
A Turquia tem sido um dos países mais críticos a Israel pela ofensiva em Gaza e acusa o país de cometer um “genocídio” no território palestino, o que as autoridades israelenses negam. Em maio do ano passado, a Turquia suspendeu as relações comerciais com Israel devido à guerra em Gaza. O Hamas comemorou a decisão da Turquia e pediu para “intensificar as sanções” a fim de isolar Israel e obrigar o país a pôr fim ao “genocídio e à destruição na Faixa de Gaza”.
A ZIM, maior empresa de navegação israelense, declarou, nesta semana, ter sido informada que, de acordo com uma nova regulamentação aprovada em 22 de agosto na Turquia, “os navios que forem de propriedade, sejam gerenciados ou operados por uma entidade relacionada a Israel não poderão atracar em portos turcos”. Esta informação surgiu depois que a companhia de navegação declarou em um documento para a Bolsa de Nova York (NYSE) que previa que esta nova regulamentação tivesse “um impacto negativo nos resultados financeiros e operacionais da empresa”.
*Com informações do AFP