InícioGeralPCDF resgata cães vítimas de maus-tratos e usados para procriação

PCDF resgata cães vítimas de maus-tratos e usados para procriação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), efetuou a Operação Sião, no Núcleo Rural Ponte Alta do Gama, após receber denúncias sobre maus-tratos contra animais.

Durante a operação, deflagrada nessa segunda-feira (21/10), com apoio de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as equipes encontraram nove cães estavam em condições de subnutrição, com alguns deles confinados em baias e outros soltos, que se alimentavam apenas de frutas caídas de árvores no terreno onde os animais ficavam.

Entre os animais resgatados, havia cães da raça golden retriever e bulldog francês, todos visivelmente debilitados, segundo a PCDF. No mesmo espaço, os investigadores também encontraram porcos em pequenas baias e duas calopsitas sem acesso a água ou comida adequadas.

Veja imagens dos animais:

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Para a Polícia Civil, a situação de maus-tratos ficou evidente, pois os cães, ao serem alimentados pelas equipes, demonstraram desespero, o que teria confirmado o estado de fome extrema dos bichos.

Uma cadela idosa ainda foi achada trancada em um cômodo escuro, sem água e comida, e os demais cães apresentavam fezes com presença de sementes de jaca, o que dava sinais da alimentação imprópria.

Durante a vistoria, o caseiro da propriedade acabou preso em flagrante por maus-tratos, enquanto a dona do imóvel será indiciada pelo mesmo crime, com base nas evidências reunidas durante a operação.

Os cães e as calopsitas foram apreendidos e encaminhados para locais adequados, onde receberão os cuidados necessários.

Procriação

O caso fez a PCDF chamar a atenção para a prática de exploração de animais para procriação e venda dos filhotes, especialmente pela internet e em feiras informais.

Cachorros de raça como os encontrados na propriedade são frequentemente criados em condições precárias, visando apenas ao lucro dos tutores e sem o devido cuidado com o bem-estar animal.

A DRCA alerta que a prática, além de constituir crime, é “uma forma cruel de exploração, resultando em sofrimento para os animais e contribuindo para o aumento de casos de maus-tratos”.

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