Exame de DNA atrasa liberação do corpo de caminhoneiro encontrado em Paracatu

O caminhoneiro Jedson Rodrigues de Araújo, desaparecido no dia 10 de fevereiro enquanto prestava serviços na Fazenda São Luiz, em Paracatu, continua sem ter seu corpo oficialmente liberado para sepultamento. Embora os familiares tenham reconhecido os restos mortais encontrados dez dias depois do desaparecimento, a liberação depende da confirmação por exame de DNA, que até hoje não foi concluído.
O corpo foi localizado em estado avançado de decomposição em 20 de fevereiro, na mesma fazenda onde Jedson havia sido visto pela última vez. O caminhão dele foi achado no local, com documentos e celular no interior da cabine. No dia seguinte, foi realizada uma cerimônia simbólica no Memorial da Saudade, em Paracatu, onde o corpo permanece em caixão lacrado.
O exame genético, que deveria ter sido encaminhado em fevereiro, só foi enviado em junho deste ano, quatro meses após a coleta, conforme revelado à família. Desde então, a espera tem causado sofrimento intenso, principalmente à mãe do caminhoneiro, que chegou a sofrer um infarto em meio à angústia da demora.
Os parentes denunciam o descaso e cobram providências das autoridades. Em depoimentos emocionados, a mãe e a tia de Jedson apelaram ao governador Romeu Zema, à Secretaria de Segurança Pública e à Polícia Civil de Minas Gerais para que o processo seja agilizado. A família reforça que o desejo é levar o corpo para João Dourado, na Bahia, terra natal do caminhoneiro, e dar a ele um sepultamento digno.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos têm se mobilizado em manifestações de apoio e pedidos de justiça, buscando chamar a atenção das autoridades estaduais para o sofrimento enfrentado pela família há mais de seis meses.
Em resposta ao FM REPÓRTER, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que instaurou inquérito policial para apurar os fatos e que o caso aguarda a conclusão do laudo de DNA, solicitado ao Instituto Médico-Legal (IML) da capital, para a devida identificação da vítima. Outras informações serão divulgadas em momento oportuno. A mesma resposta havia sido dada logo após o corpo ser encontrado, e seis meses depois continua sem alteração.