Nesta sexta-feira (29), Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, trouxe atualizações do mercado ao Soja Brasil. Segundo ele, nesta semana, a bolsa de Chicago apresentou movimentações travadas, com volatilidade, mas menos intensa do que na semana anterior, quando os preços foram impulsionados pelo óleo de soja.
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”No mercado de grãos, o principal fator é a safra dos EUA. Em setembro, começam os trabalhos de colheita americana e, entre os dias 15 e 20, teremos os primeiros dados concretos”, diz Silveira. De acordo com o consultor, o ponto central é a produtividade: as estimativas do USDA apontavam 53 bushels por acre, mas dados iniciais indicam produtividades abaixo do esperado, o que pode reduzir os estoques finais projetados para a próxima safra.
Atualmente, os estoques estão menores, e a última movimentação de compras da China ocorreu em maio. Desde então, os chineses têm mostrado agressividade na busca por soja brasileira, mas tudo ainda está em aberto. É provável que a China continue comprando soja dos EUA, embora em volume menor. Caso contrário, os estoques americanos projetados ficariam muito altos.
Soja no Brasil
No Brasil, os prêmios já refletem a força do mercado, embora os line-ups estejam travados. Comparado ao ano passado, houve aquecimento, mas com menor intensidade. O prêmio chegou a ultrapassar US$ 2,00, mas hoje está em torno de US$ 1,50, dependendo da posição.
”Apesar de uma leve perda de agressividade nos preços, é importante acompanhar a exportação e o consumo externo. Para esta safra, os estoques devem ficar significativamente acima do registrado em 2024/25, mesmo considerando uma exportação mais agressiva de soja”, finaliza.
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